sábado, 22 de setembro de 2007

Solidão não é a falta de gente para conversar, namorar, passear ou fazer sexo... Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência de entes queridos que não podem mais voltar... Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe, às vezes para realinhar os pensamentos... Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino nos impõe compulsoriamente... Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa alma

Chico Buarque

terça-feira, 18 de setembro de 2007

A morte é algo bem complicado. Quando se tem uma religião no coração, acho que é bem mais fácil de se lidar com ela, mas só tendo fé de verdade, crendo mesmo. Se você acredita que depois da morte do corpo físico, a alma passa por qual que seja o processo, é menos difícil entender e aceitar o que aconteceu. Mas se como eu, você não sabe no que crer, e acaba descrente de qualquer bom fim que uma alma tenha após a morte corpórea, você se perde. É só falar em morte que sua coluna se tensiona, e mil pensamentos catastróficos gritam aos tímpanos: E se eu não existir mais? E se eu não pensar mais? E se eu não existir mais?
O coração dói ao pensar em perder alguém que se ama demais, mas não se compara a perda de sentidos ao pensar em não ser mais. Então, é o fim de tudo? Ou o começo? Ouvi um padre dizer que nossa vida terrestre, é como a gestação e o momento do parto, e apartir da nossa morte, é que nascemos para vida eterna. Eu não sei se acredito nisso, mas não quero acreditar que é só isso aqui, que um dia posso perder minha conciência permanentemente, que a morte é como os cientistas explicam. A alma é muito maior que isso. Tem que ser...



NOUVELLE VAGUE é um projeto musical movido pelos franceses Olivier Libeaux e Marc Collins. No primeiro álbum, cantam sete mulheres de vozes tão suavez quanto graves, que regravaram músicas from 70's and 80's tipo os maravilhosos Depeche Mode, The Clash, The Cure e Dead Kennedys. Mas as músicas dessa vez levam uma pitada de bossa-nova, transformando o som num indie pop abrasileirado!

Recomendo uma passada no site, pra escutar as ótimas Bella Lugosi's Dead e Love will tear us apart e uma sacada no vídeo de Dance with me. Um dos produtores, na introdução do site explica seus pensamentos sobre a composição do novo álbum, o Bande à Part:

"I then had the idea to set these songs in a very different dimension, namely the Caribbean between 1940 and 1970. Just as on the first album I'd imagined a young Brazilian girl singing Love Will Tear Us Apart on a Rio beach in the '60s, this time I envisaged a young Jamaican with his acoustic guitar singing Heart Of Glass in his Kingston township suburb.
At the same time, I also had another particular scene in my mind: a young blind girl singing Fade To Grey in the corridors of the Parisian Metro, alone with her accordion, ignored by everyone..."

Aqui no show do Coquetel Molotov(aí ao lado), o que mais me encantou foi a Phoebe Killdeer que entrou pro projeto apenas para substituir a Camille, na tour de 2005, e ficou. Com sua voz do blues, seu estilo rock'n'roll, e sua atitude única, ela chama atenção, brilha e encanta.

Admito, a banda virou minha queridinha do momento, e não quero desgrudar. Deveria virar a sua também!

sábado, 15 de setembro de 2007

Amanhã estréia no Tatro do Parque a Ópera do Malandro. Mas a partir do próximo fim de semana, a peça será exibida aos sábados e domingos, às 20h. Dessa vez, o musical não terá a mesma duração do clássico escrito por Chico. Com quatro músicas a menos, terá cerca de 1h50. O elenco é de 42 pessoas, que assistiu palestras de grandes atores como José Pimentel e Jô Ribeiro, fazendo um misto de idades e experiências, enrriquecendo, assim, a montagem do espetáculo.


Ontem e hoje, acontece no teatro da UFPE a quarta edição do festival No Ar Coquetel Molotov, um festival bem interessante que mista cinema, debates e música do cenário independente.
Os ingressos estão à venda no local, por R$20 ou R$10 para estudante e cliente TIM.

Programação de hoje(15/09)

14h - FEIRA CULTURAL - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE


14h - DEBATE - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE
A literatura marginal e seus efeitos de ação política nas mídias alternativas
Debatedores: Carol Leão (Jornalista), André Telles e Camilo Maia (Subversivos e zine PNCDH)

15h30 - DEBATE - HALL DO CENTRO DE CONVENÇÕES DA UFPE
A periferia no centro do processo de desenvolvimento cultural-urbano
Debatedores: Canibal (Devotos / Alto Falante), Fernando Fontanella (UNICAP) e Rogério Costa (UFPE)

16h - MOSTRA DE CURTAS

17h - SHOWCASES - SALA CINE UFPE
Conceição Tchubas (PE)
Hello Saferide (Suécia)
Suburban Kids With Biblical Names (Suécia)

20h - SHOWS - TEATRO DA UFPE
Vamoz! (PE)
Wado (AL)
Cibelle (SP)
Nouvelle Vague (França)

O festival deve ser conferido, pois é organizado por um grupo supimpa aqui de Pernambuco, o próprio Coquetel Molotov, que além da grande festa, produz um selo, site e revista(bem legal). Dica: quem curtir a cantora paulista Cibelle, pode pegar um autográfo com ela amanhã à tarde na Saraiva Megastore.

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Diálogo 3

Na fila do caixa do cursinho, pra comprar minha senha da aula-filme de sábado.
Eu - Ahh, eu acho que esse filme é bom, Beto me disse que já ouviu falar e Thiago disse que a trilha sonora é bem legal..
Dandara - Espero que não seja dublado de novo, se não nem assisto!!
Eu - Dan, o filme é nacional.

Conheci Deus na sua longa mesa de nogueira com seus dipolmas pendurados na parede, e Ele me pergunta:
- Por quê?
Por que causei tanto sofrimento?
Eu não percebia que cada um de nós é sagrado, um floquinho de neve único e especial em sua exclusividade?
Não via que somos todos manifestações do amor? Eu olhava para Deus atrás daquela mesa, tomando notas num bloquinho, mas Deus entendeu tudo errado.
Não somos especiais.
Também não somos merda nem lixo.
Apenas somos.
Apenas somos, e o que acontece, acontece.
E Deus diz:
-Não, isso não está certo.
É. Bom. Tudo bem. Não se pode ensinar nada a Deus.

Foto - Ravenna Pazzola
Texto - Clube da Luta, Chuck Palahnuik (nome tão bom quanto Tyler Durden)

Inspiração é coisa séria. Estive bem ausente do blog não por falta de interesse, desmotivação ou preguiça. E sim, pela escapatória sorrateira de minha inspiração. Assim que me sinto, como se a tivesse deixado escapulir pelos dedos... Vou parar de fazer textos mirabolantes e apenas imaginários. Vou passar a escrever o que quero, sem medo de ser feliz!
Clube da Luta - Vou começar por ele, que me acompanhou nas últimas semanas. Acho totalmente injusta a visão superficial que constumam ter do Clube da Luta depois de assistir o filme e dizer "Nuuussa, que violento!". Pra mim, o clube da luta é genial. O protagonista vive seu trabalho, seus movéis e seu consumo, se sente medíocre(como tudo a sua volta) e inútil, sofre de uma insana insônia e precisa ir a grupos de apoio para se sentir um pouco superior. Então acaba por desenvolver uma esquizofrenia, uma bipolaridade, algo do tipo, e seu alter ego, Tyler Durden(esse nome marca!) cria o Clube da Luta, onde homens desconhecidos ou não se encontram para praticar e receber violência grátis. A idéia pode parecer um pouco idiota, mas é bem interessante a tragetória desses macacos espaciais! Ter que transgredir, chegar ao fundo, para só assim, poder solucionar, chegar à algumas respostas. O filme eu vi a muito tempo, locarei de novo essa semana. Já ouvi dizer que não chega aos pés do livro, mas veremos!